• UTOPIA NEGRA - ENEGRECER A POLÍTICA AMAPAENSE

Carta de repúdio dos Movimentos Negros Amapaenses



Diante da barbárie cometida pela PM do Estado do Amapá, nos posicionamos contra a agressão sofrida pela pedagoga Eliane do Espírito Santo da Silva, uma mulher negra. Na noite do dia 19, a pedagoga foi torturada e levada presa ao questionar uma abordagem violenta que a PM fez contra sua família.


É inaceitável, imoral, criminoso e não, não é um caso isolado!

O Amapá é o estado que tem a maior taxa de mortos pela polícia!

O Atlas da Violência de 2019 aponta o aumento de 77,7% na taxa de homicídios no Amapá num período de 10 anos. Além disso, aponta que entre as capitais, Macapá ficou em 10º lugar, com 54,1 assassinatos a cada 100 mil habitantes.


Ainda no ano de 2019, segundo o monitor da violência do G1, o Amapá é apontado como estado que lidera o índice de assassinatos pela polícia: 15,1 pessoas a cada 100 mil habitantes. No ano anterior, 2018, o índice foi menor apenas que do Rio de Janeiro.


As políticas de Estado disparam na cabeça da Juventude. Esse alvo tem cor e é a preta. A polícia atua como ferramenta de extermínio.


Órgãos importantíssimos como a Defensoria Pública, responsável pela democratização da justiça, sofrem com sucateamento.


Qual tem sido as políticas de Estado no combate à tortura, principalmente em um momento em que a democracia sofre ataques constantes?


O Amapá tem uma das polícias que mais mata no país. Quantas situações parecidas com esta aconteceram e não vieram a público?


A periferia sofre com a falta de estrutura, falta de políticas públicas e, sobretudo, com a negligência de uma gestão que trata o povo como lixo!


A violência policial existe e, ao ser registrada em vídeos como esse, choca. Quem vigia os vigias? Quem protege o nosso povo que sofre com a ausência do Estado em políticas públicas, mas é vítima da violência policial quando o fato social força?


Não vamos permitir e exigimos, bem mais do que punição exemplar aos policiais do vídeo. Lutamos por uma nova formatação da nossa Polícia Militar, que sequer entende sobre direitos fundamentais do ser humano.


PAREM DE NOS MATAR, DE NOS AGREDIR, DE NOS HUMILHAR!


Assinam esta carta:

Utopia Negra Amapaense

Observatório IFÉ DUDU

Frente Pelo Direito à Cidade - Macapá

Uneafro Brasil

CUFA Amapá

Centro de Atividades Sociais da Periferia - CASP

UNA LGBT+ Amapá

Quilombo SANKOFA

Instituto Amapafrica

Joga na Roda

PSTU - Amapá

PSOL - Amapá

Elos de Juventude, Mulheres e Diversidade Rede Sustentabilidade- AP

Movimento Mulheres em Luta

Movimento de Mulheres Negras do Amapá

Comissão da Igualdade Racial OAB - Amapá

Ciranda Materna

Baba egbe akoroidan

Baba egbe ni ilê Asè ogbá Ayra jadile

Associação Nacional de História Seção Amapá - Anpuh AP

Comissão Pastoral da Terra Amapá - CPT AP

Instituto Mocambo

Rede Amazônia Negra

Frente Marginal e Arte Negra

Ilê Axé Ogbá Ayra Jhadile

Núcleo de Estudos em Etnopolítica e Territorialidades da Amazônia- NETTA/UNIFAP

Núcleo de Estudos e Pesquisas em Antropologia Visual, da Imagem e do Som - NAIMI/UNIFAP

Cia. de Dança Afro Barakà - ACDAB

Alinne Brito - Resistência Feminista/PSOL

Laboratório de Estudos da História Social do Trabalho na Amazônia - LEHSTAM/UNIFAP

Laboratório de Estudos Etnográficos - LAET/UNIFAP

CEPRES - Centro de Estudos Sobre Religião, Religiosidades e Politicas Públicas/UNIFAP

Negritude Socialista Brasileira - NSB/Amapá

Levante Popular da Juventude - Amapá

Direitos Sociais, Cultura e Cidadania - DSCC/UNIFAP

CAPTTA - Coletivo de Artistas, Produtores e Técnicos em Teatro do Amapá

Movimento Cultural Ancestrais

Associação Cultural Raimundo Ladislau

Marabaixo da Juventude e Marabaixo do Arthur Sacaca

Associação Recreativa e Cultural Menino Deus

Negritude Socialista Brasileira do Estado do Amapá

Associação de Moradores do Quilombo do Curiaú

Associação Folclórica São Benedito e Santo Antônio do Coração

Grupo de Batuque e Marabaixo Filhos do Curiaú

Fulanas - Negras da Amazônia Brasileira

Associação Folclórica Marabaixo do Pavão

Associação de Mulheres Mãe Venina do Quilombo do Curiaú

Associação Agricultores do Quilombo do Curiaú

#8M Amapá

Clínica de Direitos Humanos da UNIFAP -CdH/UNIFAP

Núcleo de Estudos Afro-brasileiros - NEAB/UNIFAP

PT Amapá

Coletivo de Mulheres do PT

SINSEPEAP

Coletivo de Ogas e Ekedes

Movimento de Juventude de Terreiro

Terreiro de São José de Mina

Pai Alexandre (OBÁ HUMBÍ)

Tambores Tucujus

Oniruuru

Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Amapá da OAB

Ilê Axé Obá Oladeji

Casa do Rei

Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará - CEDENPA

Rede Fulanas NAB - Negras da Amazônia Brasileira

Coalizão Negra por Direitos

Movimento Negro Unificado - MNU

Coletivo de Entidades Negras - CONEN

Rufar das Açucenas

Articulação de Mulheres Negras Brasileiras - AMNB

Instituto de Mulheres Negras do Amapá - IMENA

Geledés - Instituto da Mulher Negra

Marcha das Mulheres Negras de SP

Bamidelê - Organização de Mulheres Negras na Paraíba

Programa de Pós-Graduação em Estudos de Fronteira - PPGEF/UNIFAP

Programa de Apoio a Migrantes e Refugiados - PAMER/UNIFAP

Odara Instituto da Mulher Negra

Rede de Mulheres Negras do Nordeste

Fórum Permanente da Igualdade Racial

Pastoral Afro Brasileira

Pastoral Afro Brasileira Regional Norte II - Amapá

Associação Artística Cultural Cia Casa Circo

Programa de Pós-Graduação em História - PPGH/UNIFAP

Coletivo Marias

Interfaces Femininas

Articulação Nacional de Psicólogas(os) Negras(os) e Pesquisadoras (es) - ANPSINEP

SINDUFAP

Diretório Central dos Estudantes - DCE/UEAP

Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo

Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo

Pastoral da Educação do Regional Sul1 da CNBB

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