• UTOPIA NEGRA - ENEGRECER A POLÍTICA AMAPAENSE

O apagão no Amapá não começou no dia 03 de novembro de 2020 e não terminou um mês depois

Hoje, 03 de Novembro de 2021 se completa um ano do maior apagão sofrido no estado do Amapá e no Brasil, não há registro que mostrem outros estados da federação em que se tenha enfrentado mais de uma semana em completo estado de calamidade pública pela ausência de energia elétrica.

Foto: Rayane Penha


A história triste do dia 03 de novembro de 2020 que vivemos no Amapá, dificilmente está nos registros, passamos um mês quase implorando para que o que estivesse ocorrendo no Amapá fosse noticiado, e mais uma vez se não fosse o “nós por nós” não teríamos conseguido o mínimo. Foram os coletivos de mídia independente, da mídia negra, nortista que deram espaços e retrataram com verdade o que não foi feito pelos grandes veículos de comunicação que quando davam algum espaço ainda deturparam os acontecimentos.


Hoje, um ano depois, nós da Utopia Negra estamos aqui na véspera do Dia da Favela mais uma vez nos organizando com outros coletivos para distribuir água potável nas periferias e quilombos do Amapá. O apagão no Amapá não começou no dia 03 de novembro de 2020 e não terminou um mês depois. Assim como todas as dificuldades enfrentadas pelas periferias, pelos quilombos, comunidades rurais e ribeirinhas do Amapá que hoje ainda sofrem com o abandono dos poderes públicos, com o resultado das negligências de um dos estados mais explorados da federação, que vive um atual governo que deu carta aberta para exploração de minérios, soja, construções de hidrelétricas, que privatizou as companhias de água e energia do Estado e quem sofre as consequências de um “progresso” mal planejado somos nós que temos que lidar com o único braço do estado que chega nas periferias e quilombos do Amapá, a PM.


Foto: Rudja Santos


Nas últimas semanas Macapá, a capital do Estado, vem enfrentando diversos racionamentos de energia, vários bairros tem passado mais de 12h sem energia, a frequência da falta de energia mais uma vez se dá nos bairros mais periféricos da cidade. Enquanto na cidade os moradores revivem o medo de viver novamente as tragédias do apagão de 2020, em regiões ribeirinhas como o arquipélago do Bailique que pertence ao município de Macapá, a população continua sem energia elétrica e com o agravante da salinização das águas do rio amazonas, além da ausência da energia, agora os moradores também enfrentam a sede com a falta de água potável, até então nem município, nem governo estão atuando para pensar uma solução mais eficaz para os moradores da região.

Foto: Rayane Penha


Um ano depois da tragédia que foi o apagão de 2020 no Amapá a situação não mudou, nós continuamos lutando pelo mínimo de dignidade em dos estados que mais escoa energia elétrica para o restante do país enquanto nós ficamos no escuro.


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