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Projeto Vida Sobre as Águas faz pesquisa socioambiental nas áreas periféricas de Macapá

Por Geisiane Nascimento - Utopia Negra


O projeto é realizado pelo coletivo Utopia Negra Amapaense, com o apoio do ICS (Instituto Clima e Sociedade) e parceria com o CASP ( Centro de Atividade Social da Periferia).




Foto: Ianca Moreira


Na manhã de sábado, 12 de fevereiro, a equipe do Projeto Vida Sobre as Águas, partiu para áreas periféricas do bairro dos Congós, para aplicar o questionário contendo questões socioambientais. A etapa de aplicação dos questionários faz parte do projeto Vidas sobre as Águas realizado pelo coletivo Utopia Negra no bairro do Congós em Macapá-AP, conta com o apoio do ICS (Instituto Clima e Sociedade) e parceria com o CASP (Centro de Atividade Social da Periferia).


Foto: Ianca Moreira


As perguntas contém temas que abrangem o meio ambiente, saúde, preconceito, políticas públicas, e tem como fundamento, identificar as precariedades encontradas nesses locais, e principalmente as dificuldades pessoais de cada morador.

A Socióloga e Coordenadora de Pesquisa do Projeto, Luana Barbosa, explica os objetivos principais da pesquisa: "O projeto iniciou em novembro, com o nome Vida Sobre as Águas, que necessariamente irá trabalhar com questões sobre o meio ambiente e racismo ambiental, com as mulheres da periferia dos Congós, com temáticas sobre esses assuntos. Tem a fase da pesquisa, que elas estão iniciando hoje, sábado, e vamos até segunda fazer a aplicação desses questionários. A ideia é que essas questões contemplem as mulheres das áreas de ressaca", enfatiza Luana.


A dona de casa, Zeneide Sá da Silva, 51 anos, moradora há vinte e um anos no bairro dos Congós, destaca a importância da ação no bairro. "Estou achando ótima a pesquisa, porque é muito difícil entrar uma pesquisa aqui pra gente se identificar".



Foto: Geisiane Nascimento

A auxiliar de pesquisa, Daiane dos Santos, enfatiza que uma das maiores dificuldades encontradas, durante a aplicação do questionário é sobre a situação da água; "Principalmente da água, a qualidade da água. Alguns tem bomba, mas mesmo assim a dificuldade é muito grande dentro da área de ressaca, mesmo utilizando as bombas. Eles falam que ficam penando muito, que é a palavra que elas usam. Tem cano que solta e entra a água do lago dentro (da casa)", esclarece Daiane.


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